Fale como um japonês nativo

Como fiz para ter um japonês fluente


Dominar e ser fluente em um novo idioma é um dos objetivos mais procurados pelos novos e velhos estudantes de idiomas estrangeiros. Não é diferente entre os estudantes que procuram ter um japonês fluente, entre estudos praticas e muito esforço.

Pensei diversas vezes se iria escrever este texto ou não. Como você pode ver, minha conclusão me levou a escrevê-lo, e o fator determinante para isso foi minha vontade de ajudar alguns de vocês que estão em busca dessa fluência que tanto ouvimos falar.

Talvez você já tenha ouvido ou feito algumas destas perguntas: “qual o teu nível de japonês?”, “você consegue entender o que eles falam?” ou até mesmo “você consegue conversar com eles?”.

Essas perguntas sempre tiveram efeitos negativos e positivos em mim. Em sua maioria positivos, porque poder dizer que “sim, eu consigo” é muito gratificante. No entanto essas perguntas me levaram a uma outra: o que é ser fluente? E mais importante: como ser fluente?

Fluência

O dicionário nos diz que fluência é: “Característica ou particularidade do que flui; fluidez. Atributo do que é natural; em que há espontaneidade; espontâneo”. Como você pode ver, ser fluente é ser espontâneo, natural e fluido. Não é diferente com o japonês. Ser fluido para encontrar diversos caminhos de expressão, ser espontâneo para agir e reagir às conversas de forma honesta e ser natural para que as pessoas possam perceber a sua emoção ao falar e entender o que você realmente quer dizer.

Fluidez. “Be water, my friend” – Bruce Lee

Primeiros passos

Em meu caminho para me tornar fluente, tive muitos altos e baixos. Tive na verdade, muitas situações diferentes, ganhos de experiências e aprendizados inesperados. O primeiro passo passa pelo estudo. Não podemos fugir dele e por isso temos que fazer dele algo divertido e proveitoso. Estudar constrói nossas bases e nos ajuda a entender as ferramentas que precisamos usar para conversar. Aqui vai um texto para te ajudar a encarar os estudos de forma mais descontraída e proveitosa!

Aprender Japonês é como jogar board game

Estudos

Meu estudos começaram na escola japonesa do Recife. Eu não sabia absolutamente nada sobre o japonês. As únicas palavras que eu conhecia eram arigatou e kanpai! Logo de cara tive que aprender várias coisas de uma vez porque peguei a turma com um mês de aulas já. Decorei os hiraganas e os katakanas que a professora pediu e estudei as primeiras lições por conta própria. Para ser sincero… foi uma “bosta”. Estudar sozinho japonês sem saber absolutamente não é prazeroso. A pessoa se entope de dúvidas e não vai pra canto nenhum. A importância do sensei é algo indiscutível. Vou deixar um segundo texto com dicas para aprender japonês de forma mais eficiente:

5 dicas para aprender japonês de forma mais eficiente

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Veja também:  3 motivos para você falar japonês errado

Aprimoramento

Com o tempo decidi sair da escola japonesa e fui estudar com o Hiro. É esse mesmo, o que vocês acompanham nos podcasts aqui do Kotobá. Se não conhece, não perca tempo e dá uma clicada rápida aqui. Com ele tive a oportunidade de conhecer um japonês mais vivo, mais interessante e divertido. Comecei a priorizar minhas conversas com os japoneses em vez da escrita. Minha experiência começou a crescer e pela primeira vez comecei a ter uma ideia do que eu chamaria de fluência. Hiro costumava me colocar em situações inesperadas. Conversas com pessoas diferentes, assistir programas de televisão e conversas sobre ele e até mesmo conversar sobre temas que você conversaria com teus amigos no Brasil, mas em japonês.

sempre aprimorando e upando!

Tornando-me fluente

Como disse antes, a fluência depende de naturalidade, espontaneidade e fluidez. Ai vai uma pergunta, você se considera fluente em português? Se sua resposta for sim, então pergunte-se “eu uso o português de forma correta?”. Provavelmente sua resposta seja “sim e não”. Usamos o português de forma correta, mas também usamos o português de forma errada. Conjugamos errado e inventamos palavras novas e estranhas constantemente! É nossa capacidade de conversar que nos torna fluentes e não o quão bom somos em usar as regras, mas o quão bom somos em encontrar o equilíbrio entre as regras e a comunicação.

Trabalhando com japonês

Depois dos meus estudos [formalmente, pois nunca terminam :)] eu quis trabalhar com o japonês. Passei a dar aula na mesma escola na qual comecei estudando. Foi uma experiência extremamente rica, que me levou a dar um grande pulo no meu japonês. Estudar para dar e preparar uma aula é bem diferente de estudar para si mesmo. Talvez pela expectativa dos outros, mas me fez mais uma vez focar nos estudos e minha fluência aumentou consideravelmente com reuniões entre professores, capacitações e workshops em outros estados.

Veja também:  Kanji para iniciante
Estudando e trabalhando meu caro amigo!

JLPT

Durante essa minha trajetória o JLPT sempre esteve presente. Priorizar a conversa nunca me fez desistir ou desvalorizar a gramática. Aqui vai minha dica definitiva: nunca deixe a gramática de lado! Ela é um complemento da conversa e a conversa um complemento da gramática. Sem uma a outra não existe. O JLPT foi uma experiência fantástica e divertida. Acho que ir fazer a prova pode fazer com que teu japonês seja incrementado, nas trocas ou outros alunos assim como no estudo preparatório para o teste.

Dica importante: Se você quiser se preparar pra ele, o Kotobá está com inscrições abertas para o curso!! Clica aqui. Aproveita agora que as inscrições estão abertas por tempo limitado. Segue um texto pra você conhecer s benefícios do JLPT:

Por que o certificado de proficiência JLPT vai te fazer (muito) bem?

Teste final – Japonês Fluente

Meu teste final se deu em um trabalho de tradução e intérprete. A primeira vez foi junto com o Hiro. Ele me convidou para acompanhar uma cantora japonesa aqui no Brasil. Mas esse foi o estágio. O teste final se deu dois anos depois quando fui convidado a acompanhar uma banda japonesa aqui no Brasil, só que desta vez eu estaria sozinho. Juntei todas minhas ferramentas pessoais, de conhecimento, de improvisação e resolução de problemas e encarei essa com um grande medo, mas de frente. Foi uma das melhores experiências pessoais que já tive. E assim me considerei fluente pela primeira vez. Se vocês quiserem talvez um dia eu escreverei um texto sobre intérpretes e traduções.

Final boss! Encare sempre com algo divertido a ser superado

Extra – objetivos fluidos

Eu sei que muitos de vocês sabem porque estudam japonês. Até porque sei que muitos escutam “por que japonês?”. Caminho para ser fluente passa por mudanças constantes e os seus objetivos podem mudar ao longo da estrada. Tenha mente aberta e mude com eles, afinal de contas você é seus objetivos. Comecei a estudar japonês porque queria aprender um novo idioma e depois estudava porque gostava de animes e mangás e depois porque gostava da cultura. Daí foi porque gostava da comédia e depois porque queria ser fluente. Depois porque queria ir ao Japão e depois, e depois, e depois… Cresça junto com os seus objetivos!
Espero que eu tenha te ajudado com o seu caminho para tornar-se fluente nessa belíssimo idioma que é o japonês! Me conta nos comentários o que você achou e quais são as estradas que você tem percorrido!

Veja também:  7 ditados japoneses para conhecer, usar e se tornar fluente - Parte 2

Parabéns! Ao ler esse texto, você acaba de aumentar 1 nível de fluência 🙂

Proficiência
100%

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Psicólogo de formação, Já morou em Argentina e Chile mas foi na cultura Japonesa que se apaixonou. Co-fundador do canal culinário e cultural, Japa na Chapa. Tem como autor favorito da literatura japonesa Yasunari Kawabata.